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Metodologia

Critério de Inclusão

A porta de entrada para grupos é o ranking Valor 1000 2025, que ordena empresas por receita líquida consolidada do exercício fiscal de 2024.[1]

Porta de Entrada para Pessoas Físicas

A porta de entrada para pessoas físicas usa o conceito de acionista controlador conforme Lei 6.404/1976 Art. 116.[2]
O método posicional identifica elites por posições em organizações estratégicas (Hoffmann-Lange 2007, pp. 910–914).[3]
Para empresas de capital aberto, consultar o Formulário de Referência (FRE) seção 6.1, que identifica o acionista controlador.[4]
Para empresas de capital fechado, consultar o Quadro de Sócios e Administradores (QSA) da Receita Federal.[5]
A aresta da Receita Federal é rotulada como sócio, nunca como dono (fonte Receita Federal / Base dos Dados).[6]
O QSA registra vínculos societários conforme Instrução Normativa RFB 2.119/2022, mas o e-BEF (beneficiário final) não é público.[6]
Quando o controlador não é identificado nas fontes públicas, o dossiê apresenta lacuna visível em vez de inferência.[7]

Escopo: Empresas Estatais e Estrangeiras

Quando a União, Estado ou Município consta como acionista controlador, a empresa é identificada como estatal e não gera dossiê de pessoa física porque ente federativo não é pessoa natural.[7]
CEO ou ministro de estatal não é tratado como controlador pessoa física.[7]
O CEO brasileiro de subsidiária não é tratado como controlador padrão quando a sede de controle está no exterior.[7]
Empresas estrangeiras ranqueadas no Valor 1000 são incluídas quando identificado controlador pessoa física.[7]

Rede de Segurança

A lista Forbes serve como rede de segurança para revisão manual de candidatos não capturados pelo método posicional, não como fonte primária de controle.[7]

Data de Referência

O protocolo estabelece 4 de outubro de 2026 como data de referência.[7]

Métodos Rejeitados

Interlocks de conselho são rejeitados como proxy de propriedade porque identificam conexões entre elites, não controle acionário (Useem 1979, p. 555).[8]
Wikipedia e Forbes são rejeitados como fontes primárias porque não documentam cadeia de controle acionário.[7]
Volume de doações TSE é rejeitado como critério de elite porque doação política não determina propriedade empresarial.[7]

Acesso aos Dados

Fatos estruturados publicados estão disponíveis em formato JSON no índice público, contendo fatos de identidade, controle societário, doações políticas e associações derivadas.[9]

Arquivos por pessoa: /api/facts/latest/{slug}.json e /api/facts/latest/{slug}.jsonl

Referências

  1. Valor Econômicohttps://infograficos.valor.globo.com/valor1000/2025 (recuperado em 2026-10-04)
  2. Presidência da Repúblicahttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm (recuperado em 2026-10-04)
  3. Hoffmann-Lange, U. (2007). Methods of Elite Identification, pp. 910–914https://doi.org/10.1002/9780470996645.ch41 (recuperado em 2026-10-04)
  4. CVM - Comissão de Valores Mobiliárioshttps://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/regulados/companhias/informacoes-periodicas-e-eventuais/formulario-de-referencia (recuperado em 2026-10-04)
  5. Receita Federal do Brasilhttps://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/cadastros/consultas/consulta-qsa (recuperado em 2026-10-04)
  6. Receita Federal do Brasilhttps://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-rfb-n-2.119-de-20-de-dezembro-de-2022-453565948 (recuperado em 2026-10-04)
  7. Billionaire Watcherhttps://github.com/JoaoCarabetta/billionaire-watcher/issues/22 (recuperado em 2026-10-04)
  8. Useem, M. (1979). The Social Organization of the American Business Elitehttps://doi.org/10.2307/2094593 (recuperado em 2026-10-04)
  9. Billionaire Watcherhttps://billionaire-watcher.pages.dev/api/facts/latest/index.json (recuperado em 2026-08-25)